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RResumo do Livro: A Prosperidade à luz da Bíblia (Pr. José Gonçalves)
1. Visão Geral e Propósito do Livro
Em A Prosperidade à luz da Bíblia, o pastor e teólogo José Gonçalves propõe uma reconstrução exegética e teológica do conceito de vida abundante prometida por Deus. O autor aponta que o conceito de prosperidade foi distorcido nas últimas décadas pela chamada "Teologia da Prosperidade" (ou evangelho da saúde e da riqueza). A obra contrapõe a visão neopentecostal centrada no consumo, na ganância e na barganha financeira com Deus à ortodoxia cristã, que fundamenta a prosperidade no relacionamento, na obediência, na integridade e no trabalho.
2. Principais Conceitos e Estrutura dos Capítulos
• Capítulo 1: Os bons prosperam; os maus também — A prosperidade no Antigo Testamento
O Problema Hermenêutico: Pregadores modernos usam um método alegórico/anacrônico, transpondo textos do Antigo Testamento diretamente para hoje e ignorando o contexto neotestamentário (em alguns casos, com até 95% das citações extraídas do Antigo Testamento).
Ricos e Pobres: A pobreza na Bíblia não é sinônimo de maldição ou pecado, nem a riqueza é prova de santidade. Fatores como impostos abusivos, seca, desemprego, morte do provedor e agiotagem geravam a pobreza no Israel antigo.
O Valor do Trabalho: A prosperidade bíblica do Antigo Testamento está ligada ao esforço e ao trabalho honesto (suor do rosto), e não a fórmulas mágicas para enriquecer sem esforço.
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Graça Comum e Soberania: Deus faz chover sobre justos e injustos (graça comum). Os ímpios também podem acumular bens materiais, enquanto os justos podem passar por provações e sofrimentos (como no livro de Jó).
• Capítulo 2: A teologia do monte Gerizim — A obediência como fonte de prosperidade
Aliança e Obediência: A bênção de Deus registrada em Deuteronômio 28 está condicionada a ouvir a voz de Deus (shâma begôl) e guardar a Sua Palavra.
Bênçãos sobre Pessoas: As bênçãos divinas alcançam a pessoa obediente onde quer que ela esteja (no campo ou na cidade), em vez de estarem presas a objetos esotéricos ou relíquias (como "água do Jordão" ou "óleo ungido").
Motivação de Filho vs. Escravo: Deus deseja uma obediência voluntária e amorosa (de filho), e não uma sujeição puramente formal ou coercitiva (de escravo).
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• Capítulo 3: A teologia do monte Ebal — A desobediência como fonte de maldição
Refutação da Maldição Hereditária: O autor analisa a Teologia do Monte Ebal e desconstrói a paranoia neopentecostal sobre "quebra de maldições de família".
Plenitude da Cruz: Com base em Gálatas 3.13, o texto afirma que Cristo já libertou totalmente os fiéis da maldição da lei na cruz. A desobediência traz consequências morais e espirituais, mas o crente remido por Cristo não está sob o jugo de maldições hereditárias.
3. Síntese dos Capítulos Seguintes (Visão Geral da Obra)
Capítulos 4 a 6 (A Prosperidade no Novo Testamento): Demonstram que o Novo Testamento enfatiza o "ser" em detrimento do "ter". Jesus redefiniu a riqueza ao exaltar as Bem-Aventuranças e mostrar que a verdadeira prosperidade reside na saúde espiritual, no Reino de Deus e na vida eterna.
Capítulo 7 (Paulo e o "Tudo posso"): Esclarece o contexto histórico de Filipenses 4.13 ("tudo posso naquele que me fortalece"). O texto não é uma promessa de conquistas financeiras ou triunfo ilimitado, mas a declaração de Paulo de que ele aprendera a viver contente tanto na fartura quanto na escassez.
Capítulos 8 e 9 (Bênçãos de Israel e o Sacerdócio): Distinguem as promessas materiais e territoriais dadas à nação de Israel sob a Antiga Aliança do sacerdócio real e das heranças espirituais conferidas à Igreja.
Capítulo 10 (Origem da Teologia da Prosperidade): Mapeia historicamente como ensinamentos de movimentos como o New Thought (Novo Pensamento) e a Confissão Positiva norte-americana foram importados para o Brasil, transformando o evangelho em uma lógica de mercado e consumo.
Capítulos 11 a 13 (Dízimos, Ofertas e Vida Plena): Defendem a prática bíblica do dízimo e das ofertas como atos de gratidão, culto e generosidade, condenando a barganha ("troco na troca") com Deus. Conclui apresentando o equilíbrio da vida plena em Cristo, distante tanto do materialismo da Teologia da Prosperidade quanto do ascetismo da "Teologia da Miséria".
4. Conclusão e Aplicação Prática
Para o público do FINANÇAS GEPACNET, o livro traz uma lição bíblica e financeira essencial:
• A prosperidade financeira bíblica vem do trabalho e da sabedoria: É fruto de dedicação, boa gestão e generosidade.
• Deus não é balcão de negócios: Contribuições financeiras não devem ser feitas como investimento comercial esperando retorno multiplicador garantido.



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